29 junho 2013

PROCURO UM AMOR...


Procuro um amor... que seja simples e fácil de entender... que seja humilde, que seja fácil de sentir... que responda os meus argumentos, os meus dilemas, as minhas dúvidas...
Um amor usado em pequenas coisas: um agradecimento, um elogio, um abraço, um olhar...
Vivo em uma casa híbrida de amor... Aqui há somente uma pessoa que doa esse amor: eu! Os outros, apenas o recebem, mas não o repassam...
O que recebo aqui é apenas dor...
Por isso procuro esse tipo de amor, um amor simples e fácil de entender... um amor dentro de um elogio, um amor dentro dos braços que abraçam... aqui recebo apenas um aperto de mão... frio e sem sentimento... 
Sinto-me como um "peso" na vida das pessoas... como se me carregassem, como se me arrastassem de um lado para o outro, como uma obrigação...
E isso dói, sabia? Dói no fundo do meu coração... por mais que eu esteja rodeada de gente, sinto apenas a solidão dentro de mim... me consumindo... me abraçando... me engolindo...
E o amor?
Eu não sinto amor em minha família... eu não tenho esse amor... eu sou apenas um "peso" na vida deles...
Procuro esse amor... Mas só o encontro nos outros... Não naqueles que eu queria sentir... Naqueles que eu carrego no coração...
Só em uma pessoa, eu senti esse amor... Esse amor simples e fácil de amar: meu pai... 
Minha mãe se importava com meus irmãos e irmãs... porque eu nasci por último, a fiz sofrer... e ela guardava essa mágoa de mim... Mas eu sempre a amei... E nunca encontrei nela o amor que eu via em meu pai...
A morte os levou... mas senti muito mais saudades do meu pai... A dívida que eu tinha com minha mãe, foi paga no hospital... ao cuidar dela... até o fim de sua vida... sua mágoa de sofrimento, foi paga com o meu temor... de perdê-la, porque amor e saudades de mãe são eternos...

by Mylla Galvão

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