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28 fevereiro 2010

MEU POBRE CORAÇÃO


Meu coração está frágil,
está magoado...
Imprudência sua,
ciúmes tolo...
brincadeira insignificante,
malfeita e impensada.
Se não fosse isso,
teríamos uma
linda noite de amor...
Por causa dela,
meu coração magoou-se...
E meu corpo continua ansiando
por você...
Uma semana é muito
tempo longe de você...
Sinto falta de seus carinhos,
Sinto falta de teu amor...
Mas hoje, meu coração está frágil...
Um ciúmes tolo o toldou,
deixou-o machucado
E palavras mal ditas,
o envergonhou...
meu pobre coração!

by Mylla Galvão

26 fevereiro 2010

HOJE...


Hoje estou assim...
de bico pro mundo, tentando equilibrar ao mesmo
tempo: a alegria e a tristeza dentro de mim!!!
Não procuro hoje a máscara ao pé da cama...
Não quero colá-la na cara,
estou cansada de usá-la...
Quero que meu verdadeiro eu escancare
ao mundo...
Quero que todos saibam de minha mágoa,
do que vai dentro de mim...
Não importo que vejam a minha tristeza...
Que enxerguem a minha mágoa...
A máscara de felicidade hoje, não estará em meu rosto!
E a todos que perguntarem a mim se estou bem,
direi simplesmente que NÃO!
Assim... escancarado...
Não importo se se preocupem,
Os verdadeiros amigos irão apenas me confortar,
o resto da sociedade não me interessa...
são apenas conhecidos...
Se me pego olhando para trás... penso apenas que
ao me apegar ao velho e conhecido,
desprezo o desconhecido...
O velho e conhecido dão conforto...
Mostram meu verdadeiro Eu...
Mostram o Hoje...
E hoje estou assim... Magoada...

by Mylla Galvão

22 fevereiro 2010

VIAJEM NO TEMPO


Se eu pudesse viajar no tempo,
No passado ou no futuro...
Não procuraria corrigir meus erros,
Mas vivenciá-los de outra maneira...
Não mudaria os fatos da minha vida,
Mas passaria mais tempo com as
pessoas que se foram
antes de mim...
Faria mais amigos,
Menos inimigos...
Amaria mais,
Ajudaria mais ainda...
Faria tudo aquilo que já fiz,
e outras coisas que gostaria de ter feito...
E... Ao término das viajens,
Saberia quais dos fatos,
fizeram a diferença na vida
daqueles que eu amo!!!

by Mylla Galvão

POEMA INSPIRADO NO FILME "TE AMAREI PARA SEMPRE"

19 fevereiro 2010

LIBERDADE DE ESCOLHA


Quando me destes liberdade
de escolha Deus,
Me destes o livre-arbítrio...
Para ser usado,
segundo a minha consciência!
Mas ela de nada me acusa...
No entanto,
Me sinto reclusa em
meu próprio eu!
Se tento esticar meus braços,
tolhem-me.
Se tento esticar minhas pernas,
cortam-nas.
Nem ao menos a cabeça
posso levantar!
Continuo encolhida, como
um feto dentro da
barriga da mãe...
Enrolada como
um broto de planta,
pronto a nascer...
Quero ter a minha
liberdade de volta...
Quero poder escolher de novo...
Quero meu sol ao meu lado,
porque sinto-me sufocada
com tantas exigências...
As regras sem fundamento,
sufocam-me como uma floresta
fechada...
Será pedir demais???

by Mylla Galvão

16 fevereiro 2010

Lágrima


Porque a lágrima teima em cair?
Porque insiste em permanecer
em meu olho, nublando-me
a imagem do dia?

O dia ensolarado está,
o azul do céu a ferir meus olhos,
mas a lágirma teima em cair...

Por que choro?
Meu coração está em paz,
Meu amor está ao meu lado...

No entanto, a lágrima...
Não agora são muitas...
Teimam em rolar de meus olhos,
aos borbotões... Em um pranto silencioso!!!

by Mylla Galvão


14 fevereiro 2010

ANJO


De que é feita a tua alma?
Dos sorrisos das crianças?
Das lágrimas dos adultos?
Da sabedoria dos anciãos?

De que é feita a tua singeleza?
Da pureza e da inocência das crianças?

A quem proteges mais?
Ás crianças que perambulam
pelas estradas da vida em
busca de carinho?

Aos adultos que percorrem
as estradas tortuosas da vida?

Ou aos anciãos que têm a
sabedoria por bengala para
se elevar aos céus?

Anjo...
De que és constituído?
Do amor filial?
Do amor maternal?
Ou do amor universal?

Proteja-me para que
eu não caia novamente,
E se eu cair...
Reerga-me mais uma vez,
Para continuar meu caminho...

Sempre amparada por ti!!!


by Mylla Galvão

10 fevereiro 2010

IRRESPONSABILIDADE MATERNAL


Se não amas a criança em teu ventre,
porque deixastes que ela aí crescesse?
Porque a fizestes?
Para tentar encurrá-lo
em teu próprio medo de perdê-lo?

Essa criança que deveria
representar
seu elo de amor,
com o teu marido...
Agora nada significa para você...

Será só mais
"uma boca para alimentar",
dirás...
Mais "uma para me encher a paciência"!

Mãe... Será que posso chamá-la assim?
Acho essa palavra muito forte para uma
criatura sem coração como você...
Que larga seus filhos por aí por um simples
copo de bebida!

Enquanto algumas te rodeiam,
enquanto bebes...
A que mais precisa de ti, do teu carinho,
do teu amor,
rejeita-a, mandando-a embora...

Uma criança trocada por um copo de bebida!
Onde vais parar com isso?
O álcool, e o prazer proporcionado por ele,
acabam rápido...
A responsabilidade, e os filhos
perduram...

08 fevereiro 2010


Mar...
As ondas batendo em constante vai e vem...
o céu a clarear em infinitas imagens...

A areia escorrendo entre meus dedos,
desfazendo sonhos e levando para o
fundo tudo aquilo de ruim que aconteceu...

Trazendo em forma de cores, na água morninha
a felicidade a dois, meus sonhos, meus desejos,
minha vida de novo...
Aos meus pés...

Mar... Ao longe... Uma fina faixa vermelha...
mostrando que o dia será quente...
E você me esperando em algum lugar longe dali...

by Mylla Galvão

04 fevereiro 2010

OS SAPOS

Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!"

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinqüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei" - "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!"

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- "A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quando é vário,
Canta no martelo."

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas:
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!"

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Verte a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No porão profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...

Manuel Bandeira (1918)

Uma das poesias mais belas de Bandeira. Aqui ele usa do verso livre, e por isso os modernistas o viram como precursor do Movimento. Há também a presença de Liberdade Formal - uma das características do poeta.

Deliciem- se com a poesia!!!