08 dezembro 2013

LEILOA-SE UM CORAÇÃO


Era noite.Um quarto, um quarto arrumado, os seres já bem cansados, dispunham-se a dormir. Acompanhei-lhes o sono, quando se desenvolveu um sonho e nesse sonho eu vi.

Havia um corpo sem vida ao lado do balcão. E na vitrine 
de uma tabuleta dizia: LEILOA-SE UM CORAÇÃO.

LEILOA-SE UM CORAÇÃO! Quem quer com ele ficar?
Transmite muito calor, é muito silencioso e se dispõe a amar.

LEILOA-SE UM CORAÇÃO experimentado na dor, já cansou das ilusões e quer viver o amor. Tem consciência de si, sabe anular seu querer, somente quer um cantinho onde possa pulsar e viver.

Está a venda um coração, que parece estar cansado de nesse mundo lutar, Já transitou noutras terras, vestiu-se de paz e de guerra, e despiu-se para amar

Leiloa-se! Quem vai levar esse doce coração? Pulsa no peito abatido, chora às vezes tão sentido! Quer dar fim à ilusão.

Alguém o quer por favor? Ele está só no caminho, não quer se sentir sozinho, precisa um pouco de amor.

Por que razão nessa Terra ninguém aceita essa oferta desse terno coração? Não há quem se harmonize e quem aceite o convite de viver sem ilusão?

Observei nesse instante, que os transeuntes distantes, passavam sem perceber aquela loja vazia, onde um coração pedia: ajude-me a viver.

Levantou-se o coração da prateleira da vida e resolveu caminhar. Sacudiu o pó do tempo, esforçou-se por um momento e começou a pulsar.

Será assim sua vida, uma caminhada erguida sobre a força do querer. Guardando silêncio profundo, repartindo-se com o mundo e nele aprendendo a viver. Pois nessa Terra que gira em torno da ilusão, não há um par que se ajuste a tão estranho coração.

Entrei no sonho nesta hora e olhando aquela senhora, que guardava o coração, tornei-me parte do sonho, do coração me fiz dono dando fim a solidão.

Já não estava sozinho. Seria o seu par. Vendê-lo jamais o faria. A que preço eu venderia um coração que já sabia amar?

Emmanuel - De coração à coração - Volume I - Centro Espírita Discípulos de Ismael.

E PENSAR QUE...

E pensar que um dia eu acreditei que era possível que você me aceitasse, não como mãe, pois que já tinhas uma... Talvez como amiga,...